Certa vez em
aula de regência meu professor e compositor nordestino Nelson Almeida fez o seguinte comentário mais ou menos com
estas palavras: “sabe porque vocês estão aqui tendo esta aula de manhã, porque
enfrentam os obstáculos para chegarem dispostos?(...) ao que ele mesmo
respondeu: é por que vocês são fascinados pela música, um dia vocês foram
fascinados pela música”... Seu
comentário me instigou a pensar sobre o que disse e cheguei a alguns borbulhantes
considerações.
Sabe qual é o
elemento principal do músico verdadeiro? O fascínio pela música. O
padrão divino é fascinante. Se você não é fascinado por ela você não pode ser
um músico dedicado ao Senhor.
“Não se
amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente,
para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita
vontade de Deus”. Romanos 12:2
Pouco se
reflete na igreja sobre essas palavras. A música é assim, provoca divisão, separação
(...). E o mundo é mesmo hipócrita, pois acha belo, lindo o músico tocando, mas
ninguém aceita, nem respeita seus momentos
de solidão para aprender com o divino a tocar, compor, deixar Deus
falar pela sua música, o mundo desconhece a paixão, o sofrimento do harpista,
de violinista, e qualquer outro músico, que precisa de quase metade de sua vida
para ser o que ele é.
Você está
certo de aceitar esta vocação? De dizer: Eu quero este sacrifício santo para
Deus. Ou você é conformado com este mundo, acha que pode ser um músico do
Senhor sem o sacrifício da dedicação? O mundo é imediatista, gosta das
coisas prontas, sem arte, sem dedicação, sem coração, só quer os resultados e
não os meios...
Há muitos
músicos achando que estão cultuando a Deus com o culto racional, mas pouco se dedicam para a razão, o
intelecto, a mente, o interior se desenvolverem musicalmente. Música
é pura razão que expressa emoções.
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